Ir direto para menu de acessibilidade.
Você está aqui: Página inicial > Imprensa > Notícias > Creas é a porta de entrada para atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica em Barra Mansa
Início do conteúdo da página

Creas é a porta de entrada para atendimento às mulheres vítimas de violência doméstica em Barra Mansa

Publicado: Quarta, 13 de Março de 2019, 19h54 | Última atualização em Quarta, 13 de Março de 2019, 19h54

A violência doméstica tem crescido em todo o país. Em Barra Mansa, os registros do Creas (Centro de Referência Especializada em Assistência Social) saltaram de 48 casos durante todo o ano de 2018 para 14 somente nos dois primeiros meses de 2019. Porém esses dados não refletem a realidade, já que muitas mulheres ainda se mantêm calada diante das ameaças ou se encaminham diretamente à Delegacia de Policia para formalizar a denúncia. Por isso, é extremamente importante buscar ajuda e quebrar o ciclo das agressões.

O Creas é um dos equipamentos públicos que atua diretamente no auxílio ás vitimas de violência doméstica. De acordo com a assistente social do órgão, Sharlene Fernandes da Silva, uma série de serviços são ofertados visando auxiliar as mulheres que enfrentam situações de risco social e têm seus direitos violados. “Nossa equipe auxilia com informações e orientações jurídicas, acesso à documentação pessoal e suporte à família, com assistentes sociais, psicólogos, terapeutas e outros profissionais”, detalha Sharlene.

 Outros procedimentos também são realizados. “Seguimos um fluxograma onde as vítimas de violência sexual são encaminhadas para o Hospital da Mulher. Elas preenchem o Boletim de Atendimento Médico, remetido à delegacia, e recebem os cuidados necessários. Em seguida, preenchem o Sistema de Informação de Agravos de Notificação, documento posteriormente enviado ao setor de epidemiologia do município e para o DST/Aids a fim de verificar a contaminação por doenças sexualmente transmissíveis. Já as mulheres violentadas fisicamente recebem os primeiros socorros na UPA ou na Santa Casa. Elas também preenchem o BAM e o Sinan. Em ambas a situação, após esses procedimentos as mulheres são atendidas e acompanhadas por profissionais do Creas. As situações que envolvem violência psicológica e/ou patrimonial, ameaça ou cárcere privado são tratadas diretamente no Creas, onde também é feito o preenchimento do Sinan”, esclarece Sharlene, ressaltando que em todos os casos é feito o boletim de ocorrência junto à 90ª Delegacia de Polícia.

Compromissado no combate as diversas situações de violações de direito, o Creas é vinculado diretamente a Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos. A responsável pela Pasta, Ruth Coutinho, a Rutinha, disse que a finalidade dos serviços prestados pelo órgão é conter o ciclo de violência. “O Creas é um serviço de proteção social especial voltado às famílias que vivenciam processos mais graves de violência doméstica. Por meio de uma rede de atendimento socioassistencial, orientamos acerca dos direitos jurídicos e de cidadania, pois entendemos que quando uma mulher é vitimada pelo próprio companheiro, toda a família necessita de ajuda. Em geral, as situações envolvem mulheres fragilizadas devido às sucessivas agressões, com pouca ou nenhuma renda financeira, de baixa escolaridade e com filhos. Os casos mais graves detectados por nossa equipe profissional são encaminhados a Casa Abrigo Regional. Dessa maneira, atuamos de forma a impedir novas agressões, que podem culminar inclusive em morte. Daí, a importância de buscar auxílio nos equipamentos públicos”, salientou a secretária.

Os serviços oferecidos pelo Creas são totalmente gratuitos. O órgão funciona na Rua Santos Dumont, 126, Centro. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones (24) 3322-6957 ou 3322-6534.

Durante o mês de março

O mês de março é marcado pelas atividades desenvolvidas por diversas entidades direcionadas ao combate à violência doméstica.

A violência doméstica é considerada pela Organização Mundial de Saúde (OMS) um problema de saúde pública, em função da alta prevalência de casos identificados em distintas regiões do país e da gravidade das suas consequências para as vítimas.

A lei Maria da Penha dispõe sobre uma série de medidas protetivas em benefício das mulheres vítimas de agressão no âmbito doméstico e familiar. Em Parintins, com a finalidade de oferecer ferramentas que auxiliem nesse combate a violência, a administração Bi Garcia e Tony Medeiros assegura apoio para a criação de projetos sociais.

A Secretaria Municipal de Assistência Social, Trabalho e Habitação (Semasth), através do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), criou o grupo Mulheres Empoderadas que visa colaborar com as discussões e reflexões acerca do contexto de violência contra a mulher, desenvolvendo atividades que oportunizam às vítimas de violência acesso às novas informações e possibilidades de trilhar novos caminhos.

Abordando questões sobre a legislação vigente, dentre outros temas que irão contribuir para o empoderamento da mulher, vitima de violência em Parintins. A equipe do CREAS optou por organizar encontros com a participação de mulheres sem idade determinada, mas que tenham vivenciado situações de violência física, psicologia, sexual, patrimonial, de gênero e qualquer forma de agressão contra a integridade moral.

Esse projeto funciona no próprio CREAS, próximo ao Bumbódromo, e é de autoria da psicóloga Dayana Peres Mesquita. O projeto é mediado por profissionais como psicóloga, advogada, assistentes sociais, orientadora social e tem a frente à coordenadora do CREAS, Rosa Peres. Algumas instituições parceiras colaboram com a execução do projeto como SENAC, Delegacia Especializada e a empresa RF Formatura.

O grupo Mulheres Empoderadas oferece palestras e atividades sobre diversos temas: Lei Maria da Penha, sexualidade feminina, tipos de violência familiar. São realizadas também estratégias de ação de beleza. Palestras sobre saúde da mulher são realizadas pela equipe do Centro de Saúde Paulo Pereira, do bairro Santa Rita de Cássia.

 

registrado em:
Fim do conteúdo da página